Diego Mirhan
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Notícias · · 4 min de leitura

Claude Sonnet 5.5 roda 30% mais rápido e gasta menos tokens, pelo mesmo preço do Sonnet 5

O Sonnet 5.5 mantém US$ 2 e US$ 10 por milhão de tokens, mas gasta menos tokens por tarefa. A economia vem daí, e só a sua carga de trabalho confirma.

"Mesmo preço, menos tokens." sobre foto de a Terra vista da janela de uma nave, com o texto Claude Sonnet 5.5; selo: 30%
Imagem de divulgação do lançamento do Claude Sonnet 5.5: a Terra vista da janela de uma nave, com o nome do modelo. Imagem: Anthropic

A Anthropic lançou em 28 de setembro o Claude Sonnet 5.5, que segundo a página do lançamento roda mais de 30% mais rápido que o Sonnet 5 e custa até 30% menos para a maior parte do trabalho. O preço por token não mudou. Para quem paga API de agente de código, o ganho vem de gastar menos tokens por tarefa, e é essa conta que vale a pena fazer antes de trocar o modelo.

O que a Anthropic anunciou com o Sonnet 5.5

O Sonnet 5.5 é o segundo modelo da família Claude 5.5, depois do Opus 5.5. A Anthropic o descreve como uma opção mais rápida e barata que o Opus para tarefas bem delimitadas do dia a dia: corrigir bugs, montar documentos, slides e planilhas, de acordo com a página do lançamento.

Ele já está na plataforma da Anthropic com o nome claude-sonnet-5-5, na AWS, no Google Cloud e no Azure. A empresa também diz que um Haiku 5.5 sai "nas próximas semanas", sem data, na mesma página. O TechCrunch coloca o lançamento cerca de três meses depois do Sonnet 5, de junho, e uma semana depois de a OpenAI soltar versões novas do Sol e do Luna.

Preço igual, conta menor: como isso funciona

A tabela de preços é a mesma do Sonnet 5: US$ 2 por milhão de tokens de entrada, US$ 10 por milhão de saída e US$ 0,20 por milhão para leitura de cache (tokens que o modelo já processou antes, como um prompt de sistema repetido), segundo a Anthropic.

Então de onde vem o "até 30% menos"? Do número de tokens. O TechCrunch explica que o modelo consome bem menos tokens para chegar ao mesmo resultado. Se uma tarefa gastava 100 mil tokens de saída e agora gasta 70 mil, o preço por token fica igual e a fatura cai 30%. A conta só vale para a sua carga de trabalho se o seu uso se parecer com o dos testes da Anthropic, e isso só dá para saber medindo.

Os números dos testes e um que pede cautela

Os resultados abaixo são da própria Anthropic e comparam o Sonnet 5.5 com o Sonnet 5, de acordo com a página do lançamento. No CursorBench 4.0, que mede ajuda a programar dentro do editor, o novo modelo fez 55,5%, contra 34,1%. No FrontierCode 1.1, no esforço máximo, 46,2% contra 42,4%. No GDPval-AA, que mede trabalho de escritório e é pontuado em Elo, foram 1.844 pontos contra 1.449.

O número que mais chama atenção é o do Terminal-Bench 4.0, um teste de agente de código no terminal: 70,6% para o Sonnet 5.5 e 10,3% para o Sonnet 5, segundo a mesma página. Um salto de sete vezes numa geração intermediária é incomum. A página não explica a diferença, e eu trataria como um número a confirmar com a medição de terceiros antes de tirar qualquer conclusão.

Nos testes gerais, a Anthropic cita 64,5% no Humanity's Last Exam, com ferramentas, e 80,1% no OSWorld 2.1, que mede uso de computador, em pontuação parcial, tudo na mesma página. Sem uma tabela de outros laboratórios ao lado, esses dois números dizem pouco sozinhos.

Mais travas de segurança e proteção contra cópia

O Sonnet 5.5 é o primeiro Sonnet com as mesmas salvaguardas de cibersegurança do Opus, de acordo com o TechCrunch. A Anthropic diz que as tarefas de maior risco caem para o Sonnet 5, e que quem precisa delas pode se candidatar ao Cyber Verification Program, segundo a página do lançamento. Na prática, um agente de segurança ofensiva pode ver recusas que não via antes.

Há também uma novidade contra destilação, que é treinar um modelo menor com as respostas de um maior. Segundo a Anthropic, o Sonnet 5.5 sai com classificadores que impedem extrair o raciocínio, e o raciocínio preservado ficou ligado à conta que o gerou, conforme a página do lançamento. A auditoria de alinhamento da empresa, com cerca de 1.850 cenários, diz que o modelo iguala ou melhora o Sonnet 5 na maioria das medidas, na mesma página. É uma auditoria da própria Anthropic.

O que muda para quem constrói software

Os clientes citados no anúncio medem o ganho em tempo, não em qualidade: a Zendesk fala em tickets processados 20% mais rápido, e a Box, em um modelo 2,4 vezes mais rápido que o Sonnet 5 na verificação de dados, segundo a Anthropic. São depoimentos escolhidos pela empresa, e vale ler assim.

O argumento mais interessante vem do TechCrunch: a Anthropic afirma que o Sonnet 5.5 supera o Opus 5.5 em programação com agentes quando o orçamento é limitado, porque dá para rodar vários agentes pelo mesmo custo. É a mesma lógica do GPT-6.1 Sol, que a OpenAI vende como quase igual ao Astra por um quinto do preço, como contei neste post.

Minha aposta é que os dois laboratórios chegaram ao mesmo ponto: o modelo médio que gasta pouco vira o padrão dos agentes, e o modelo de topo fica para o passo difícil. Isso favorece quem desenha o sistema com um roteador, que manda a tarefa fácil para o modelo barato e só escala quando falha. O que me faria mudar de ideia é uma medição independente mostrando que o Sonnet 5.5 precisa de mais tentativas que o Sonnet 5 nas suas tarefas, porque aí a economia de tokens some. Até alguém publicar o custo por tarefa resolvida, o "30% menos" da Anthropic é uma estimativa da empresa que você precisa conferir na sua própria carga.

Fontes

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